domingo, 5 de setembro de 2010

Confie em mim, tá?

Em quem você realmente confia? Família? Amigos? Namorada(o)?

Há pessoas que passam confiança, mas no fundo fica uma certa desconfiança de qualquer maneira. É o típico "confiar desconfiando". Quando as pessoas decepcionam umas às outras, isso gera uma perda de confiança, com certeza. Em certos momentos da vida há situações que testam a confiança que você tem por alguém. Às vezes você se vê forçado a fazer isso, o que também pode não ser legal, mas por outro lado, pode trazer uma realidade à tona. A partir do momento em que você passa a confiar em alguém, corre um sério risco. Ou vários. Decepções, mentiras, traições e tudo o que você possa imaginar. Qualquer um desses casos se torna uma traição da sua confiança naquela pessoa. E às vezes, o mundo vem abaixo. Por quê? Você deveria esperar mais daquela pessoa? O erro foi seu, de depositar sua confiança na pessoa errada? Mas ela não parecia confiável? Pois é...

Confiamos até que nossa própria confiança não possa ser traída, porque ela é valiosa pra nós, mas talvez não para os outros... Mas isso inevitavelmente acontecerá, ou já aconteceu, tenho certeza.

Às vezes eu gosto da ideia de "confiar desconfiando" mas penso que nesse caso já não há confiança mais. Ela precisa ser resgatada, o que é algo penoso e em alguns casos, impossível. A perda da confiança pode ser irreversível dependendo da situação. Quanto maior a decepção, maior a chance disso acontecer. Se você deseja resgatar a confiança de alguém, terá de provar o dobro ou mais que a merece de volta. Mesmo assim corre o risco de não tê-la.

Por isso digo, caros amigos, confiança é algo precioso. Não a deixe escapar. Pode ser tarde demais...

Uma boa semana à todos.

Abraços,

Rômulo.

Um comentário:

  1. Acredito mesmo que a confiança seja algo bastante valioso e que dificilmente qualquer tipo de relação seja vitoriosa quando não há confiança, entretanto, penso que as nossas decepções são muito mais em função das idealizações que fazemos em relação às pessoas e situações, do que aos fatos que nos ocorre em si. Na maioria das vezes somos nós os culpados das nossas decepções já que criamos a ilusão de que as pessoas irão agir sempre como esperamos que ajam. As vezes a pessoa nem sequer nos disse que era de determinada forma, mas nós logo a idealizamos e ficamos extremamente frustrados quando os fatos não correspondem às nossas expectativas. Queremos cobrar algo que ninguem nos prometeu...e nos sentimos realmente traídos! Mas...se alguém nos traiu neste caso, não seríamos nós mesmos?
    Não é uma questão de falsidade ou mentira, trata-se simplesmente de uma ilusão que criamos a respeito de pessoas e situações. Não acho que isso seja motivo para que se "confie desconfiando", ao contrário, penso que é uma razão a mais para querer conhecer mais ainda as pessoas e conviver com as mais diferentes situações. Talvez só assim nos conheceremos cada vez mais e como consequencia disso, nos decepcionaremos cada vez menos.

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